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terça-feira, 18 de setembro de 2018

Genealogia da genealogia

Final de semana encontrei um amigo. Aquele clássico: você senta e engata aquele papo inicial, momento em que os seres mais íntimos não se distinguem de estranhos: comenta-se a chuva ou o sol, o excesso de frio ou calor… como vai a vida. Nesse instante diferenciam-se os íntimos dos meros conhecidos. O conhecido responde: Tudo bem! E você? O amigo rói o rito e transcende as formalidades. Vai te dizer como está. De fato.
Não está bem? O amigo de fato vai se importar com isso. Quer saber qual o problema. Família. Família… Essa palavra, em tempos políticos conturbados, e de eleição. Não é necessário ser vidente. Qual dos seus parentes vai votar no candidato fascista?, perguntei. A família praticamente toda, ele respondeu sem graça. Quase dei-lhe os pêsames. Combinamos de conversar em hora mais apropriada com mais tempo. Eu tinha experiência com aquilo. Passei quase um ano sem falar com meu pai por causa de política. E me arrependia.