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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Lixinhos Literários no. 5 (ou F de foda. E de filha-da-puta)

E a quantidade de bolas virtuais de papel atiradas ao cesto torna a aumentar.

Resolvi seguir o conselho do professor deleuziano: quando não há contato não há contágio. Isolar-se impossibilita a troca, a proliferação. Assim sendo, esse fim-de-semana resolvi me expor ao contágio. Trocar afectos. Relacionar-me com o diferente, exercitar a tolerância.
Só que o afecto acaba me fazendo mal. Assumi sim uma postura serena e o mais silente possível. Não sou boa interlocutora, então é melhor medir bem as palavras. Evitá-las até.
Tive êxito na sexta e no sábado, mesmo tendo que ouvir que Miami está um horror por causa da quantidade de gays, negros e cubanos (SIC). Está feia e triste.
Mas aí no domingo resolveram mexer o meu amor. E eu não agüentei.