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domingo, 15 de fevereiro de 2015

Moça, você não é safadinha...

...é só mal comida mesmo!




Ok, brincadeiras à parte, vamos conversar um pouquinho sobre o famigerado "50 tons", seu enredo NADA sadomasô e os motivos que levaram essa horda de mulheres às livrarias, e agora aos cinemas.
No final de 2012, escrevi para a revista V!sh, de Sorocaba-SP, uma resenha da trilogia de Anastasia e Christian Grey. Para quem quiser conferir, clique aqui. De lá para cá mantenho a mesma opinião. O livro é muito ruim, como uma grande parte dos best-sellers por aí. Muita história, mas qualidade e criatividade de texto lá no chinelo. Ao ler, me lembrei um pouco da trilogia Millenium, do sueco Stieg Larsson. Mas Larsson ainda goza Uiii! de prerrogativas. Apesar de cair na pobreza de texto e originalidade em vários momentos (o que pode ser problema também da tradução, feita em português a partir da versão francesa e não do original sueco) Larsson tem uma história corajosa, diferente e cheia da força típica do jornalismo de denúncia; ideológica. Ele não se priva de nenhum tema em consideração aos seus leitores. Pelo contrário, a intenção é exatamente essa: expor uma situação, chocar, impressionar.
Mas eu não vim aqui para falar de Millenium, e sim do livrinho e filminho "quente" que está ensandecendo as vaginas Brasil afora.