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quinta-feira, 22 de agosto de 2013

No casulo do passado

fotos da Time Life magazine
foto de Hart Preston/Time-Life

E a inspiração é voluntariosa! Não obedece nossos objetivos de produção. Sentei para prosa, expirei poesia.

Saudosista Maldito


Ó saudosista maldito,
chorando seu pranto mofado.
É masoquista enrustido,
em paladino do passado.


Era bom quando criança,
com seus amigos brincar.
É doce até a lembrança,
de muito apanhar na infância.

meninos brincando

Alguns chamam de saudade,
para um outro é nostalgia.
Mas vamos falar a verdade,
pra você é gostosa agonia.

Ontem era a perfeição,
anteontem maravilha.
Tudo de antes redenção,
o presente uma armadilha.

E se agora se lamenta,
do estado atual da vida.
O futuro a si representa,
a mais pustulenta ferida.

pintura do futurista Carlo Carrà

Ó profeta saudosista,
mesmo que por uns intantes.
Com sua lira moralista,
agregue até simpatizantes.

Por detrás de tanta empáfia,
que do hoje tudo condena.
Não passa de uma falácia,
É uma alma digna de pena.

Apenas um triste fantoche,
um fóssil carbonizado.
Só nos serve de deboche,
morto-vivo cristalizado.

Ó saudosista iludido,
Que só quer engatar marcha a ré.
No passado fica escondido,
Nega o mundo real como o é.

preso ao passado


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