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domingo, 28 de abril de 2013

Bem casados

         
Entreguei esses poemas pela primeira vez em setembro de 2008 a um casal de amigos. A inspiração viera enquanto degustava no dia seguinte os bem-casados da festa dos pombinhos. Copiei uma primeira versão desses poemas para cada um no papel do bem-casado e entreguei. Hoje, publico uma versão atualizada (com pequeninas modificações) e dedico aos recém-casados Adriana Tapajós e André Alves.


Bem casados


À bem casada

Bem casada, bem casado,
Na tradição já podem ser.
Bem casado ou mal casado,
Só depende de você.

Saber ouvir, amar, cozinhar e coser,
De nada vai valer.
Se uma mente com longos horizontes,
não souber manter.

Para ser bem casado e bem casada,
Um tem sempre que ceder.

Faça tudo com alma e doçura,
Mas se lhe parecer o fardo muito pesado,
recuse qualquer sacrifício exagerado,
pois a auto-violência nunca vale o agrado.

Mal casado, mal casada
Mesmo que assim um dia possa parecer,
Relaxe, porque nem sempre quem lhe atira bosta na cara,
faz mal a você.

Nunca feche os ouvidos a quem um conselho oferecer,
Mas deixe que sua mente escute o que o seu coração tem a dizer.

Pois há muitas que desejam, 
ser bem casadas como você.
E mantê-lo ao seu lado,
 às vezes requer cautela e cuidado. 

E se algum dia um outro qualquer,
novidade lhe oferecer.
Pense em tudo que, por amor,
Seu esposo já lhe fez.

E então verá que se é bem casada,
é porque com certeza só ele ama realmente tudo em você.


Ao bem casado

Bem casada, bem casado,
Na tradição já podem ser.
Bem casada ou mal casada,
Só depende de você.

Compreendê-la em suas fraquezas,
e nas criancices do seu ser.
Bem intencionado até pode estar.
Mas fazê-la crescer sem magoá-la,
É tarefa gigantesca com a qual lidar.

Mostrar que gosta em diamantes,
A toda menina vai envaidecer.

Mas!
 Dar-lhe a mão vazia a apertar, guiar,
proteger e auxiliar.
E ter sempre ouvidos abertos a escutar,
Isso nem todos os diamantes do mundo hão de pagar.

Bem casada ou mal casada,
Em vigília constante o esposo deve permanecer.
 Pois há vezes que os humores do demônio,
Vão penetrar o seu ser.

Então, manter o silêncio Divino é o melhor que se pode fazer.
Pois a cólera é a pior conselheira que a língua pode ter.

E se algum dia a tentação importunar,
E a seus olhos mal casado parecer,
Pense que depois de tudo desfeito,
Você vai se arrepender.

E, ao olhar para trás,
e lembrar de tudo que já viveu.
Então verá que o Amor não morreu,
E que noutras não há nada,
 daquilo que procurava.

Pois, bem casado ou mal casado,
depende só de escolher.

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